Não se atrapalhe, sabendo distinguir os diversos tipos de Procuradores na linguagem normativa.

A evidência midiática que a Justiça e outros órgãos ganharam nos últimos tempos, sobretudo no combate à corrupção, pegou muitas editorias de jornais e blogs com as calças nas mãos, já que nunca se deram muito ao trabalho de se familiarizar com a terminologia jurídica.

De uma hora para outra, entretanto, foram obrigados, por exemplo, a saber para que servem embargos infringentes, embargos de declaração etc e a tentar debulhar isso para o grande público.

Em parte, sua ignorância era justificável. Pelo menos quanto às denominações dos cargos, o cipoal é de difícil compreensão.

Hoje trataremos dos diversos cargos que levam o nome “procurador” além de esclarecer sua distinção para com “promotor”.

A denominação tem origem latina, como ensina José Pedro Machado:“s. Do lat. Procuratōre-, ‘o que tem cuidados por outrem, o que administra, administrador, intendente, mandatário; procurador (governador ou administrador de província, funcionário encarregado dos rendimentos do império)’” (Dicionário etimológico da língua portuguesa. 8. Ed. Lisboa: Horizonte, 2003, p. 435, IV volume).

Se o procurador é alguém que representa outrem, no âmbito das carreiras do Poder Público, todavia, há uma variedade de denominações que merecem um esclarecimento, pois à primeira vista parecem compor um manicômio terminológico que faz com que até profissionais do Direito tropecem nas designações.